A Água Para Consumo

O tratamento da água destinada ao consumo humano começa pelos ensaios de turbidez, cor e pH, a turbidez ou turvação da água é ocasionada pela presença de argilas, matéria orgânica e microrganismos, mono e policelulares, a cor se deve à presença de tanino, oriundo dos vegetais e, em geral, varia de incolor até o castanho intenso.

A etapa seguinte consiste em ligar esses ensaios às operações de floculação, decantação e filtração, a floculação é um fenômeno complexo, que consiste essencialmente em agregar em conjuntos maiores, chamados flóculos, as partículas coloidais que não são capazes de se sedimentar espontaneamente.

Essa agregação, que diminui a cor e a turbidez da água, é provocada pela atração de hidróxidos por íons cloreto e sulfatos existentes na água, em virtude de sua função, aqueles sais são chamados de floculantes.

Não há uma regra geral para prever o melhor floculante, o que se faz normalmente é averiguar, por meio de ensaios de laboratório, se determinado floculante satisfaz às exigências previstas.

O floculante mais empregado é o sulfato de alumínio, de aplicação restrita à faixa de pH situada entre 5.5 e 8, quando o pH da água não se encontra nessa faixa, costuma-se adicionar cal ou aluminato de sódio, a fim de elevar o pH, permitindo a formação dos flóculos de hidróxido de alumínio.

O aluminato de sódio, empregado juntamente com o sulfato de alumínio, tem faixa de aplicação restrita a pHs elevados, onde se salienta, em certos casos, a remoção do íon magnésio.

Removidas a cor e a turbidez, pelas operações de floculação, decantação e filtração, faz-se uma cloração, nessa operação, o cloro tem função bactericida e clarificante, podendo ser utilizado sob várias formas: cloro gasoso, hipoclorito de cálcio nas proporções de 35 a 70% de cloro, hipoclorito de sódio na proporção de dez por cento de cloro, e monóxido de dicloro ou anidrido hipocloroso.

Para o consumo industrial, a água deve ser analisada segundo a finalidade: água de refrigeração, ou água para produção de vapor.

Quanto à água de refrigeração, sua aplicação no campo industrial reside na cessão de calor de um corpo quente para o líquido refrigerante, que nesse caso é a água.

A presença de sais de cálcio e magnésio e de microrganismos na água de refrigeração deve ser evitada, a formação de depósitos de silicato e carbonatos de cálcio e magnésio no interior de equipamentos e tubulações provoca a redução da eficiência da troca de calor.

Além disso, causa corrosão nas tubulações causada pela presença de gases dissolvidos e do tratamento inadequado da água, também o crescimento de algas nas linhas afeta a taxa de transferência de calor e, portanto, a economia do processo.

Quanto à água para produção de vapor, à medida que se evapora dois fenômenos ocorrem:

A concentração de sólidos dissolvidos aumenta até que atinjam sua solubilidade, quando precipitam, formando incrustações no interior das caldeiras e tubulações, essas incrustações acarretarão queda de pressão, diminuição na taxa de transferência de calor e menor vazão de vapor, em alguns casos, essas incrustações se desprendem e a variação repentina de gradiente térmico entre a superfície da incrustação e a superfície metálica provoca a explosão da caldeira.

Os sólidos que, porventura, não formarem incrustações serão lançados na fase de vapor, tornando-o impuro, o maior problema nesse caso é a presença de sílica nas caldeiras com pressões superiores a 27 atmosferas, pois ela é lançada na fase de vapor, podendo causar deformações mecânicas e, até mesmo, a explosão do equipamento.

Água de processo é a que participa diretamente das reações químicas por um mecanismo de hidrólise ou de dissolução, seu tratamento compreende a remoção da acidez, da alcalinidade, da dureza, do ferro e de outros minerais, conforme as exigências da aplicação.