A Educação dos Filhos

Para que exista alegria no lar é necessário que exista um ou mais filhos, isto soa estranho para muitos ouvidos, principalmente nesta época onde se pensa cada vez mais seriamente no controle da natalidade.

Não há porque discutir se é correto ou não limitar o número dos nascimentos, mas o fato é que Deus, no sexto dia da criação incluiu em seus planos os filhos como um elemento que acrescentaria o prazer dos cônjuges, tanto o prazer no ato sexual onde a vida tem seu início, como o prazer em ter os filhos como companhia dos cônjuges.

Não é pequena a responsabilidade dos pais, é preciso que tenham personalidades maduras ao abordar o tema no lar.

O primeiro ponto é sem dúvida onde educar a criança, alguns pensam que estão dando boa educação para os filhos se estes freqüentarem boas escolas, com professores de prestígio e por isso depositam na escola e nos professores sua confiança.

A primeira vista, pensar em boas escolas e em bons professores é um bom sinal, mas não é o mais importante.

A verdade é que o ponto nevrálgico na educação dos filhos está no próprio lar, isso é o mesmo que dizer que os pais são os verdadeiros e únicos responsáveis pela educação dos filhos.

Mesmo sendo os responsáveis, os pais não devem exagerar sua importância na educação e na formação da personalidade da criança.

Uma criança vive acordada aproximadamente 14 horas por dia, ou seja, 5,110 horas por ano, assiste às aulas somente 640 horas contra 4,670 horas que pode passar próximo da mãe, tomando como referencia que assiste às aulas 8 meses integrais por ano, 20 dias ao mês e 6 horas diárias.

A professora (ou professor) terá que observar, ao mesmo tempo, outros 30 alunos, enquanto que a mãe o fará no máximo, com outros 3 ou 4.

Temos que ter consciência e admitir que a tarefa do professor é a de ensinar, enquanto que a mãe tem que se dividir entre muitas outras.

Na escola a professora poderá ensinar matemática, história, geografia, ou qualquer outra matéria do conhecimento humano, mas no lar os pais usarão a própria vida como meio de exemplo.

Embora seja certo que um professor consciente procure ensinar a seus alunos princípios morais e de urbanidade sadios, os laços insuperáveis de inter-relação de mãe-filho fazem que o lar tenha maiores possibilidades na arte de inculcar princípios de hábitos e vida.

E sem que seja notada, a criança adota a filosofia da vida, as virtudes e até mesmo os defeitos dos maiores.

É possível que alguns pais não advirtam as crianças, mas elas estão pendentes do espírito mais que das palavras que lhes são ditas, seus pequenos e ternos corações captam suas reações.

Suas vidas crescerão mais sadias se perceberem amor e ternura, não devemos ficar conformados em dar-lhes conselhos, alimentá-las e vesti-las, devemos amá-las e oferecer-lhes compreensão a fim de ajudá-las a se superar na vida.