A Pensão Alimentícia

O assunto pode até parecer besta, mas não é, pensão alimentícia é coisa séria e posso afirmar que ninguém, mas ninguém mesmo está livre de se envolver numa ação que envolva pedido de pensão alimentícia, não importa se você é do time dos bem casados ou do time dos que pula a cerca.

Quando há crianças envolvidas não há o que discutir, a responsabilidade é dos pais, sim, dos pais em igualdade de direitos e deveres, mas quando é uma mulher saudável e com profissão que pede pensão as coisas parecem simples, todo mundo diz que não tem direito mas qualquer juiz determina que seja pago.

A desculpa que “ele” não me deixava trabalhar é uma das mais frequentes, caramba, ficava em casa na boa comendo bebendo e vendo novela e agora reclama da boa vida que levava? Aliada ociosidade surge também uma depressão, mas quando cai a noite, a depressão desaparece.

Até juntar lixo na rua não é humilhante, é uma profissão e recebe salário, dentre outros fatores, não é vista a necessidade de receber pensão alimentícia.

Sim um juiz, com suas mais de 10 faculdades, com sua experiência de vida e tudo mais é enganado pelo depoimento de algumas testemunhas que foram orientadas por um “porco que vive fuçando em merda”, e esse porco é chamado de advogado, e assim o juiz determina que um pobre miserável que já foi sugado até o último centavo terá que pagar pensão alimentícia para uma desocupada, que inclusive já tem renda suficiente para viver.

Dizem que as decisões sobre alimentos são pautadas no que é chamado de binômio necessidade/possibilidade, e isso no meu entendimento é que antes de ser arbitrado o direito de uma mulher a receber alimentos de seu ex-marido, o juiz de direito analisa a real necessidade dela na mesma proporção em que analisa a possibilidade do ex-marido em fornecê-los.

O direito de receber pensão deveria ser a necessidade, mas existem muitos casos que é apenas a “doce vingança” de deixar o ex-marido humilhado e na miséria, toda separação é emocionalmente desgastante, e depressão por depressão os dois lados tem, mas tudo não passa de uma jogada para não chegar à partilha dos bens.

Sejamos francos, seja você homem ou mulher há de concordar que quando um juiz de direito condena uma das partes a pagar pensão porque a outra parte está depressiva comete um erro grave, até um mendigo desses que mora em baixo de uma ponte sabe que o pagamento de pensão alimentícia não resolve o problema da depressão.

Se o juiz condenasse uma das partes a custear o tratamento contra a depressão estaria certo, e quem estivesse deprimido iria passar pelo menos dez dias num quarto de hospital tomaria uns sossega leão e em poucos dias a depressão estaria curada, e serviria de exemplo para as próximas candidatas a ter depressão.

Mas os juízes que do alto da sua sabedoria, determinam que o remédio para curar depressão é pagar pensão alimentícia cometem um grave erro, quem está doente tem é que se tratar, e médico especializado é quem vai receitar o remédio, que certamente não é dinheiro.

É preciso gritar para que a sociedade saiba que mulheres que agem desse modo são canalhas, e lugar de canalha é na cadeia, ou se tem um estado de direito funcionando com igualdade de condições, que proteja a coletividade e os indivíduos, a nação e o estado, ou ficamos à mercê do indeterminado.

Se estivermos sujeitos a punição por um crime que não cometemos e somos obrigados a fazer alguma coisa em razão de uma lei que existe, mas é aplicada com base em testemunhas mentirosas, então estamos numa ditadura, ainda que uma ditadura exercida, com frequência, por alguns juízes.