A Mais Pura das Realidades

É triste constatar que não há diferença entre um sábio e um tolo quando estão apaixonados(George Bernard Shaw), assim é com muita gente e também aconteceu comigo, depositei toda a minha confiança numa pessoa e de repente vem a realidade que é exatamente contrária daquela realidade que eu esperava.

Não adianta ditado popular, não adianta experiência de vida da gente e nem as experiências de vida dos outros com os erros e acertos para que a gente possa fazer as coisas como devem ser feitas e levar uma vida pelo menos normal.

Sempre me espelhei nos exemplos dos outros desde os meus tempos de criança, meu pai bebia e eu decidi que a bebida não era boa para mim, por isso não bebo por vício.

Meu pai fumava e eu achava que além do desperdício que é o vício de fumar, os males causados pelo cigarro não compensam o prazer de ver subir a fumaça do dinheiro sendo queimado, por isso também não fumo. 

Não se trata de ser muquirana, mão fechada ou algo parecido, trata-se de ser comedido nos gastos e ter lógica no aproveitamento de qualquer orçamento, além disso, sempre acreditei que esperto é aquele que aprende errando, e inteligente é aquele que aprende vendo os outros errar e não comete os mesmos erros.

Não foi por falta de trabalho e dedicação para alcançar os objetivos, mas, de repente, aos 50 anos me vejo separado mais uma vez e depois de tanto trabalhar o que me resta são apenas os restos, isso mesmo, pois o que construí virou motivo de disputa, e eu estou fora dela.

É deprimente, mas chego a questionar a mim mesmo se da forma que agi foi a forma correta, será que valeu a pena ser honesto? Será que valeu a pena ser fiel? Porque eu não fiz uma reserva de caixa durante o meu relacionamento?.

Por erros cometidos alheios a minha vontade, mesmo sendo contra a certas atitudes, fui condenado a trabalhar praticamente 16 horas por dia por praticamente 5 anos e nunca sobra um centavo sequer.

É certo que alguma coisa estava errada, por isso passei a investigar até flagrar aquilo que já desconfiava, mas teimava em acreditar, mas com imagens não há o que discutir, a partir de então até mesmo meu cérebro deixou de se recusar a acreditar no óbvio.

Depois que a máscara caiu, ficou clara a invasão de privacidade nos meus e-mails, no meu MSN e na minha agenda telefônica, e se não bastasse a preguiça nas obrigações do lar, ainda existiu furto no caixa do comércio.

Depois de tudo, ainda sou tachado de gigolô, aproveitador e mentiroso, e se não bastasse, acusado de ter enganado com falsas promessas.

Talvez se eu tivesse feito tudo aquilo pelo que sou acusado eu seria um cara legal, um cara bom, porque trabalhar e se dedicar para construir um futuro tranquilo não foi o suficiente, para muitas, ser charlatão é ser respeitado e elogiado.

Dentro daquilo que sempre digo: o exemplo dos fatos que acontecem com outras pessoas serve para tirarmos exemplos, então aí está, depois de lido este texto reflita e veja se vale a pena tudo o que você está fazendo.