Fim da Pirâmide Quéops

A pirâmide de Quéops é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que sobrevive até hoje.

Construída em 2575 antes de Cristo, ela abriga o túmulo de Quéops, faraó que reinou durante 23 anos sobre o Alto e o Baixo Egito.

Poucos registros de seu reinado chegaram até nós, mas algumas inscrições sugerem que ele travou combates tanto ao sul, na Núbia, quanto ao norte, em Canaã.

Apesar da escassez de informações, sua reputação resistiu ao passar dos milênios, Quéops é lembrado como um rei cruel, determinado a alcançar dois importantes objetivos: assegurar a sobrevivência de sua dinastia depois do filho Quéfren e garantir a própria imortalidade por meio da construção da Grande Pirâmide de Gizé, o maior monumento do mundo antigo.

O historiador grego Heródoto alegava que Quéops havia forçado a filha a se prostituir de modo a angariar fundos para sua pirâmide.

Os problemas logísticos criados pela enorme construção de 146 metros de altura e formada por cerca de 2,3 milhões de blocos de pedra, e em um tempo relativamente curto eram espantosos.

Mas foram claramente superados, o projeto simples da construção, incomum no Egito por não ser coberta de inscrições ou preces, vem fascinando os observadores há muitos milênios.

Recentemente, a exploração dos estreitos corredores da estrutura usando câmeras acopladas a robôs sugeriu que a pirâmide foi construída em alinhamento com a constelação de Órion, para permitir que a alma do rei viajasse até as estrelas.

Ao lado da pirâmide havia um barco fúnebre de 43 metros de comprimento, no qual o rei foi levado para o lugar de seu descanso final, também haviam tumbas menores para os membros de sua família, algo inédito para aquela época.