Abortamento ou Aborto?

Interrupção da gravidez antes que o feto chance de vida fora do útero, pode ser por interrupção espontânea ou provocada.

Ao longo dos tempos e principalmente em fins do século XX, declinou a incidência do abortamento em sua forma espontânea, ao mesmo tempo em que a descriminalização do abortamento provocado era um dos problemas que maiores controvérsias provocavam em muitos países.

Ao invés de abortamento, é comum o uso do termo aborto, que, a rigor, designa o próprio feto morto em conseqüência de sua expulsão do útero.

Abortamento é a interrupção da gravidez antes que o feto tenha condições de vida extra-uterina, ou sem viabilidade de vida extra-uterina.

O termo viabilidade é usado para definir em termos de duração de gravidez e/ou peso do feto, tradicionalmente, considerava-se que ocorria abortamento quando o feto era expulso com menos de 28 semanas de gestação e pesando menos de um quilo.

Só além desses limites seria considerado nascimento prematuro, mas os avanços científicos reduziram progressivamente esses limites, em particular mediante o aperfeiçoamento dos métodos de tratamento intensivo dos prematuros.

Uma das grandes conquistas da medicina moderna é a drástica redução nos índices de abortamento espontâneo, graças a uma política preventiva.

Depois de ser instituído o acompanhamento pré-natal com finalidade de avaliar periodicamente aspectos da saúde da mãe, muita coisa mudou, já que a saúde da mãe é muito importante para o desenvolvimento do feto.

O pré-natal não é só uma avaliação do estado de saúde da gestante e da criança, abrange também recomendações dietéticas, exercícios físicos e todo um trabalho de esclarecimento e apoio emocional à gestante.

Do ponto de vista de sua causa, classifica-se o abortamento em dois tipos principais: espontâneo e provocado.

Entende-se por espontâneo o abortamento ocorrido em conseqüência de causas naturais.

Quando resulta de ato deliberado da própria gestante ou de outra pessoa, diz-se provocado.