A Descoberta da AIDS

AIDS é a sigla em inglês para Síndrome de imunodeficiência adquirida (Sida), provocada pelo HIV.

Esse vírus destrói o sistema de imunização das células, fazendo com que a imunidade vá diminuindo progressivamente e tornando a pessoa suscetível a outras doenças.

Uma pessoa contaminada com o vírus pode ficar anos sem ter sintomas da doença.

O cientista americano Dr. Robert C. Gallo, em 1979, descobriu o primeiro retrovírus humano, o HTLV, que se transmitia por contaminação sanguínea, por relações sexuais, e de mãe para filho no momento do parto.

Em 1982, ele descobriu um segundo retrovírus humano, o HTLV-2, e após mais estudos, anunciou a descoberta do HTLV-3, que afirmou ser o causador da AIDS.

Paralelamente a isso, a equipe do professor Jean Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris, identificou outro retrovírus, com características diferentes do HTLV-1 e 2, mas que era transmitido da mesma forma, o LAV (Lymphadenopathy Associated Vírus, ou Vírus Linfadenopático da AIDS).

Houve muitas discussões entre os dois grupos de cientistas pelo reconhecimento da paternidade do vírus causador da AIDS.

Após muita controvérsia, em maio de 1986 as partes chegaram a um entendimento em que ambos os vírus passariam a ser conhecidos apenas como HIV – Human Immunodeficiency Virus.

Atualmente sabe-se que o HTLV-3 foi uma renomeação do vírus descoberto pela equipe de Montagnier, fato reconhecido pelo Dr. Robert Gallo.

Em 1986, as equipes do Instituto Pasteur e da universidade de Harvard descobriram na África Central outro agente causador da AIDS, o HIV-2, semelhante ao HIV-1, porém menos agressivo, e acredita-se que ambos podem ter evoluído do mesmo progenitor.

Testes feitos no cadáver de uma chimpanzé detectaram um vírus muito semelhante ao HIV.

Não havia sido feita nenhuma pesquisa sobre AIDS no animal e ele nunca recebera sangue humano.

Dessa forma, pesquisadores acreditam que o HIV tenha se desenvolvido, provavelmente por mutação natural, a partir do Vírus da Imunodeficiência Símia (SIV).

Ainda não se sabe como o vírus se transferiu do macaco para o homem, mas pode ter sido pela ingestão da carne crua do chimpanzé infectado, por ferimentos em lutas corporais, por zoofilia ou por utilização de sangue ou órgãos do animal no desenvolvimento de vacinas.