Da Biga ao Tanque

Não há como negar que a roda, com os eixos e os raios, tornou-se a invenção que conduziu a muitas outras, que vão das rodas gigantes as minúsculas engrenagens dos relógios, a roda foi a propulsora da revolução industrial.

Mas a roda não deve ser considerada apenas como parte de auxílio no transporte terrestre, ela está presente da biga ao tanque, da diligência ao trem e da carruagem ao carro.

É certo que nenhum desses objetos teriam evoluído se não fossem os outros usos nos quais a roda foi empregada, muito antes que o primeiro avestruz fosse atado a uma biga de corrida, apesar de não sabermos exatamente quando, o torno de oleiro tornou-se um passo importante na confecção de cerâmica.

Ninguém pode assegurar quando ele foi desenvolvido, mas a primeira evidência de um torno de oleiro vem da Mesopotâmia, por volta de 3500 antes de Cristo.

Um pedaço de argila, que até então tomava forma apenas pelo uso das mãos, podia agora ser jogado sobre uma roda em rotação e, com o auxílio das mãos e de ferramentas, combinadas à força centrífuga, permitia que uma forma simétrica fosse moldada.

Essas formas incluíam tigelas, potes e os mais variados tipos de vasilhames, muito mais do que apenas decorativos, esses vasilhames eram os únicos locais seguros para a armazenagem de produtos secos, bebidas, óleos, alimentos e grãos, entre outros usos.

A cerâmica não foi apenas útil para o armazenamento de bens comerciáveis, mas ela própria se constituiu num produto, já que era comercializada dentro de determinada cultura e entre culturas distintas por intermédio de barcos e carroças.

Mas, tão importante quanto qualquer outro aspecto da roda é o simples fato de o movimento circular ou rotatório ter sido aproveitado e utilizado em todo equipamento sobre o qual a imaginação humana pôde se debruçar.

Imagine a rodad”água mais primitiva, que se constituía numa série de potes cerâmicos atados a uma grande roda suspensa sobre água corrente.

A força centrífuga impulsionava os potes cheios à parte mais alta da roda, onde o conteúdo era despejado sobre uma vala rasa, permitindo que a água pudesse ser desviada para uma localidade diferente.

Ou então a força da roda impulsionada pela água, vento ou algum animal poderia ser um fim em si mesmo se a roda estivesse em um eixo que permitisse movimentar outra roda.

Pense na absoluta força e dinâmica quando o vento e a água giram uma grande roda ligada a eixos como uma enorme pedra de moinho, e na outra extremidade uma unidade moendo grãos, o vento e a água são usados em vez de pessoas ou animais para realizar essa tarefa.