Doença Crônica e Incurável

Os problemas do trânsito em qualquer cidade do mundo começam com a educação dentro de casa, onde os pais dizem o que é certo e o que é errado, além de dizer o que pode ser feito e o que não deve ser feito, o exemplo dos pais ao andarem nas ruas é seguido pelos filhos.

É por isso que vemos em qualquer cidade, e em Itajaí não é diferente, crianças que atravessam ruas com bicicletas e agem como se eles fossem os únicos usuários das vias públicas, não importa se estão utilizando algum tipo de transporte ou a pé.

Muitas dessas crianças carregam outras crianças nos bagageiros, e não há nenhuma preocupação com a sua própria segurança, mas se algum acidente acontecer, o condutor do veículo motorizado é o culpado, e sempre vai aparecer alguém dizendo que o condutor estava a tantos KM por hora numa rua como esta.

Acidente é algo previsto,  principalmente quando uma das partes, ou as duas partes causam riscos a si ou a terceiros, e os causadores de riscos só vão parar no dia que chegar ao fim da vida.

E é certo que esses mal educados que colocam a si mesmos em riscos não viverão por muito tempo, pois em algum momento irão dar de cara com outro mal educado e o choque será inevitável com consequências previsíveis: as duas partes irão se dar mal.

Será que você é capaz de prever quanto tempo de vida tem um moleque igual a esse que corta a frente de um veículo carregado e com poucas possibilidades de que os freios façam o carro parar antes de passar por cima “dum excomungado desses”?

Não são os condutores que matam, é a falta de educação que mata, e mata muito mais do que qualquer doença, aliás, acho que é por isso que para muitas doenças não existe remédio, e a falta de educação no trânsito é uma dessas doenças crônicas e incuráveis.