É Cômico e Trágico

Toda história tem algo que pode ser aproveitado, principalmente quando for para fazer comparativos, então tomei como base uma época do Brasil Colônia, era século XVIII e o Brasil pagava um quinto de tudo que era produzido para seu colonizador.

Esse tributo era cobrado sobre tudo o que fosse produzido no Brasil e correspondia a 20% de toda a produção, essa taxa de um quinto era uma taxação absurda por ser considerada altíssima.

No século XVIII o imposto recaía principalmente sobre a produção de ouro, e o imposto era tão odiado pelos brasileiros da época que recebeu o apelido de o quinto dos infernos.

Portugal resolveu cobrar os impostos atrasados em uma só vez, esse episódio ficou conhecido como a derrama que acabou gerando a inconfidência mineira, que terminou no enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier.

Esses fatos fazem parte da nossa história e consta em qualquer livro que relate a história do Brasil, e me faz pensar nos dias atuais em que vários tipos de informação estão disponíveis para qualquer cidadão comum.

Não sou eu que afirmo, é o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário que afirma que a carga tributária brasileira está rondando os 40% do PIB, isso dá dois quintos da produção brasileira.

Existe quem afirme que a nossa capacidade tributária é de 24% do PIB, só que atualmente (2012) a carga tributária é o dobro da época da inconfidência mineira, isso quer dizer que atualmente pagamos de tributos “dois quintos dos infernos” e se não aparecer outro Tiradentes em breve estaremos pagando “três quintos dos infernos”.

São tributos empilhados em cima de tributos, alguns são cobrados mais de uma vez só que com nome diferente, não podemos mais ficar esperando aparecer um novo Tiradentes e esperar por uma segunda inconfidência mineira, é hora de fazer uma reforma tributária, caso contrário, logo estaremos trabalhando só para pagar tributos, acorda povo brasileiro.