Efeitos Chuvas Ácidas

Chuva, neve ou neblina que contém alta concentração de ácidos em sua composição são chamadas de chuva ácida.

As substâncias químicas que compõem a chuva ácida são o resultado da emissão de poluentes na atmosfera, principalmente óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre.

O óxido de nitrogênio tem sua origem no ácido nítrico, e é liberado por veículos movidos a gasolina e a óleo diesel.

O dióxido de enxofre, que gera o ácido sulfúrico, é produzido pela queima de óleo diesel em caminhões e ônibus e por combustíveis fósseis, como carvão e derivados de petróleo.

Ao atingir a superfície terrestre, esses ácidos alteram a composição do solo e das águas, comprometendo as lavouras, as florestas e a vida aquática.

Também podem corroer edifícios, estátuas e monumentos históricos, como já acontece em vários lugares da Europa e nas ruínas Maias no México.

As precipitações ácidas são mais freqüentes e intensas nas áreas industriais do hemisfé rio norte, e de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), aproximadamente 35% do ecossistema europeu já está degenerado em função da acidez da chuva.

No leste dos Estados Unidos e na Europa Ocidental já foram registrados índices de acidez entre 2 e 3, numa escala de 0 a 14, cujos indicadores abaixo de 7 são considerados ácidos, é um risco para a natureza, pois muitas espécies de peixe e quase todas as espécies de molusco não sobrevivem a índices abaixo de 4,8 de acidez na água.

Segundo relatório que o Banco Mundial divulgou recentemente, os países da Ásia e da região do Pacífico serão os mais prejudicados pela chuva ácida no próximo século.

Nessas áreas, a obtenção de energia pela queima de carvão e de óleo libera grande quantidade de poluentes, inclusive enxofre e nitrogênio que são os principais elementos da chuva ácida.

Se a tendência atual for mantida, a emissão de enxofre e nitrogênio na região deve triplicar até 2020, ultrapassando os níveis da América do Norte e da Europa somados.

Os efeitos já estão sendo sentidos, pesquisadores na China descobriram que plantações de trigo em regiões onde ocorre chuva ácida têm a metade do tamanho de plantações a 22 km de distância, e que não são atingidas pelo fenômeno, de acordo com o relatório do World Resources Institute (EUA).