O Tempo Vale Mais Que Ouro

Muitas vezes encontramos pessoas que moram no mesmo bairro e motivados pelo que outras pessoas falam, e que nem sempre é verdade, mesmo assim passam a ter um tratamento visivelmente descortês, e aquela velha máxima de “não julgues para não ser julgado” é totalmente ignorada.

Na verdade, no velho jargão popular eu digo que “não são eles que me dão o meu sustento”, portanto, “que sigam em frente e me deixem seguir o meu caminho em paz”, quando digo em ”paz é porque não quero ser incomodado” e nem constrangido, mas não são assim que as coisas acontecem.

Diante de tantas coisas que acontecem logo a gente começa a se questionar o porquê de tanta implicância, de tanta provocação e porque não é dita a verdade?

Cedo ou tarde ela irá aparecer e desmascarar quem mentiu, ou será que alguém pensa que as pessoas esquecem os fatos que aconteceram? Duvido, apenas são deixados de lado até que surja algo e o fato novo volte a ser comentado por uns tempos.

Existem perguntas que não são dadas respostas que convencem, grande parte das pessoas parece ter personalidade dupla, em um determinado momento agem de uma forma, no momento seguinte agem de forma contrária.

Um exemplo desses é quando você se depara em com alguém pilotando uma biz, essa pessoa ignora praticamente tudo à sua volta como se fosse ela a única dona do espaço público e como se fosse a rainha e decidisse tudo.

Muitas vezes, por obra do destino ou por punição Divina você depara com essa mesma pessoa com a mesma biz com o pneu furado ou com o tanque vazio, obviamente que essa pessoa literalmente “empurra a biz”, e agora humildemente espera que alguém lhe dê algum tipo de ajuda.

Outro exemplo de dupla personalidade é demonstrado por algumas pessoas que se dizem evangélicas, incialmente, não deveriam julgar ninguém, mas julgam, e a evidência maior fica quando você as vê com a “béca de culto”, ou seja, quando estão vestidos para ir até alguma igreja “orar para o Senhor”, nessa situação só conhecem os outros “irmãos” que vão ao mesmo lugar.

Mas horas antes, cumprimentavam a todos, fumavam, bebiam e falavam mal da vida alheia numa esquina qualquer ou até mesmo num bar, se pudesse julgar eu os julgaria como “profanos”, como acham que tem o direito de falar mal da vida alheia ou fazer julgamento a respeito da vida de alguém se eles mesmos estão errados?

Para esses que tem dupla personalidade e que acham que ser dono de muitos bens lhes dá o direito de julgar, falar mal das pessoas espalhando inverdades e que seus 10% de dízimo obtido através do trabalho de outras pessoas (ou até com esforço próprio) irá compensar todas as suas maldades, sugiro que pensem no escrito nas linhas seguintes.

A maior prova de que não temos nada e não somos nada, são os médicos, mesmo sendo especialistas não conseguem eles próprios escapar da morte, talvez o maior castigo para esses especialistas seja ver alguém carregando o caixão de algum ente querido, o que prova que eles não têm o poder sobre a morte.

Quando alguém morre os que ficam logo passam a disputar os bens materiais conquistados pelo morto, note que o morto vai e seus bens ficam, se pelo menos fossem espalhados pelo caminho até sua última morada e servissem para amenizar o trabalho dos que carregam o caixão, mas não serve.

Algo que deveria ser costume na civilização, e talvez até seja em alguma parte do mundo, seria o de levar o morto até sua última morada com as mãos para fora do caixão, assim todas as pessoas iriam entender que viemos ao mundo com as mãos vazias e saímos dele de mãos vazias, pois quando se morre não leva-se nada material.

É preciso que seja percebido pelas pessoas que o maior tesouro que existe na vida de qualquer pessoa é o tempo, as pessoas podem ganhar dinheiro, conquistar status, e tantas outras coisas que o dinheiro pode comprar, mas por maior que seja a fortuna, “não é possível comprar mais tempo”.

O tesouro mais precioso que existe é o tempo, mesmo assim, não aproveitamos o tempo que passou, não estamos aproveitando o tempo atual, e para o futuro não sabemos se ainda teremos tempo suficiente para fazer tudo aquilo que desejamos.

Então porque não fazer tudo que temos vontade hoje, agora, nesse instante? Será que vai dar tempo se deixar para depois?