A Explosão Vulcânica

Uma erupção vulcânica na pequena ilha de Thera, ou Santorini, no mar Egeu, não tem registro em nenhuma literatura conhecida, e os cientistas ainda debatem se ela de fato ocorreu.

Os defensores afirmam que o fato ocorreu em algum momento entre 1650 e 1550 antes de Cristo, sendo 1620 ou pouco depois, mas o choque das suas ondas foram sentidas por todo o Mediterrâneo Oriental.

A provável segunda maior erupção vulcânica da história humana, soltou quatro vezes mais fumaça e cinzas na atmosfera do que o Krakatoa em 1883 e cobriu o solo marinho com uma camada de até 80 metros de pedra-pomes num raio de muitos quilômetros, aparentemente provocou um imenso tsunami responsável por uma destruição de proporções catastróficas na civilização minoana, ao norte de Creta, que jamais se recuperou.

A explosão também abriu na própria Thera uma enorme depressão vulcânica, e enterrou a cidade de Akrotiri.

Registros egípcios não sugerem que o acontecimento tenha tido impacto significativo no vale do Nilo.

Embora alguns estudiosos tenham argumentado que as pragas bíblicas que assolaram o Egito pudessem estar relacionadas com as consequências da explosão, a maioria considera que o êxodo dos judeus do Egito ocorreu muitos séculos depois.

Mas existem sugestões de que condições climáticas pouco habituais ocorridas na China na época possam estar relacionadas à explosão.

Alguns estudiosos chegaram até a relacionar Thera com o desaparecimento da lendária ilha de Atlântida.

A partir de 1967, escavações em Akrotiri revelaram afrescos notáveis, indicando vínculos comerciais e culturais com o Egito, Creta e o Levante.

Não foram encontrados vestígios humanos, o que sugere que os habitantes tiveram tempo suficiente para fugir, ao contrário dos de Pompéia.