Amenófis Funda Amarna

Os reis do antigo Egito, conhecidos a partir da décima oitava dinastia como faraós, identificavam-se universalmente com o deus supremo Amon, o Oculto, e com Rá, o deus-sol.

No quinto ano de seu reinado, Amenófis IV desprezou os antigos deuses em favor de sua própria divindade individual e mudou o próprio nome para “Aquele que Serve a Aton”.

Akenaton fundou sua capital em Amarna, no deserto, estabeleceu um sacerdócio próprio, e criou, junto com a esposa Nefertiti, um estilo original de arte naturalista no qual o rei era retratado com um físico estranho, de traços alongados e barriga saliente, diferente de qualquer outro monarca egípcio.

Isso levou alguns estudiosos a sugerir, com base em poucos indícios suplementares, que o faraó sofria de diversas doenças.

O templo de Aton era aberto para deixar o sol entrar, e o rei escreveu um hino em homenagem a seu deus que foi comparado à literatura monoteísta contemporânea, como por exemplo os salmos judaicos.

A mudança em relação à ordem estabelecida foi dramática, a nova religião provocou forte oposição no Egito, e Akenaton revelou-se incapaz de proteger seu império no Oriente Médio de incursões de hititas anatólios e outros povos.

Depois de sua morte, seu filho reinou por um breve período como Tutancaton antes de ser forçado a mudar seu nome e sua fé de volta para as formas tradicionais, virando então Tutancâmon.

Embora tenha sido um governante pouco digno de nota sob outros aspectos, Tutancâmon se tornou o mais célebre de todos os faraós graças ao fato de sua tumba ter sido a única, até onde se sabe, a sobreviver intacta até a época moderna.