A Vernonia Scorpioides

A planta vernonia scorpioides, a popular erva-de-são-simão vai ficar muito famosa e deixar de ser erva daninha para se tornar remédio, o motivo é que os pesquisadores do mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade do Vale do Itajaí, a Univali de Itajaí, Santa Catarina, fazem pesquisas com a planta a seis anos e descobriram que a erva-de-são-simão pode ser uma esperança na luta contra o câncer.

Por incrível que possa parecer, a erva-de-são-simeão é tida como uma erva daninha, é uma planta bem comum no Brasil, ela pode ser encontrada em terrenos baldios, em beira de estradas e nos pastos, em Itajaí e em Navegantes é bem fácil de encontrar a planta, em outras cidades nada foi comentado ainda.

Os compostos isolados da planta destroem células de alguns tipos de tumores, o que continua faltando são investimentos para continuar os testes.

Os extratos e frações da planta demonstraram possuir atividade seletiva, sendo cicotóxicos apenas para células tumorais, apresentando, inclusive, efeito estimulador sobre as células de defesa em testes realizados com camundongos.

Os resultados são importantes na busca por agentes antitumorais, que somados ao estimulo ao sistema imune auxilia no combate a doença, diz Tania Mari Belle Bresolin, coordenadora do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Univali.

Os pesquisadores alertaram para o risco do uso indiscriminado da planta que, devido a sua toxidade, pode ter efeitos nocivos, existem alguns compostos isolados da planta que também afetam as células não-tumorais.

Os estudos são preliminares e ainda são necessários testes complementares para garantir a efetividade e segurança do uso da planta, diz Tania.

É esperada que a divulgação dos resultados preliminares, desperte o interesse de investimentos na pesquisa por parte da indústria farmacêutica.

A planta estava sendo pesquisada há seis anos, é a continuidade dos estudos que permitirá a identificação dos agentes imunoestimuladores e quimioterápicos, completa a pesquisadora.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (47) 3341-7932, com Tania Mari Bellé Bresolin, que é a coordenadora do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Univali.

Lembre-se: não pode ser feito chá para ser ingerido, é que uma parte da folha contém substâncias tóxicas, se fizer o chá pode até ir dessa para uma melhor (ou pior), é bom esperar o remédio estar disponível nas farmácias.

Fonte de pesquisa: www.univali.br