Os Médicos e As Vidas

Quando a gente fica doente é porque foi relaxado não se cuidando ou não teve jeito, alguma enfermidade rompeu a barreira da imunidade e acabamos por pegar alguma doença, que pode ser desde uma simples gripe ou resfriado ou até uma doença muito séria e até contagiosa.

É nesse ponto onde muitas vezes ainda podemos ir com os nossos próprios pés e forças procurar um médico, afinal, ele estudou e tem mais conhecimento sobre as doenças que um cidadão comum, mesmo que esse cidadão tenha idade avançada e muita experiência de vida.

Não é fato desconhecido do povo a falta de médicos no Brasil e principalmente a falta de interesse dos profissionais da saúde, é óbvio que todos trabalham mediante um salário, e o governo brasileiro tem preferido pagar mais para médicos estrangeiros do que para os médicos brasileiros, isto ficou evidente nos escândalos recentes que envolveram médicos cubanos.

Dava-se valor ao profissional estrangeiro por ser melhor preparado profissionalmente, por vir de uma cultura diferente ele chegava como uma espécie de salvador da pátria e podia resolver uma infinidade de problemas de saúde dos pacientes.

Diante da incompetência em gerenciar os médicos brasileiros, o governo resolveu que um programa chamado “mais médicos” iria resolver os problemas da saúde no Brasil, se não bastasse os escândalos com relação a pagamentos dos profissionais estrangeiros da saúde, outros escândalos diários com a falta de preparo e até do analfabetismo, ao qual imputam a diferença de idioma.

Oras, escrever ultrassão dos peito no lugar de ultrassonografia mamária ou ultrassom das mamas não é problema de idioma, e mesmo se fosse não é admissível em nenhuma hipótese, qualquer um que é médico, seja lá quem ele for e de onde vier tem que estar preparado para lidar com vidas de pessoas, não importa se o cara está em processo de aprendizado do português, se não está apto, não pratica a profissão.

Fatos assim me fazem a ser contra médicos estrangeiros a não ser que exista um tradutor no consultório, e não é preconceito, é pelo fato que há dificuldade no mais básico dos requisitos entre um médico e paciente e vice-versa.

Como vai ser se eu disser ao médico que estou com dor na barriga e ele entender que eu disse que acho que estou com lombriga? Qual o tipo de remédio que vai ser receitado para a minha doença? Oras, a comunicação é o requisito básico para uma consulta médica.

A verdade é que falta incentivo do governo para a formação de profissionais da área da saúde e então tenta tampar o sol com a peneira, que além de toda furada ainda se rompe nos locais de sustentação da base, e daí vem querendo enganar a população dizendo que estão vindo profissionais de fora.