Normas e Disciplina

Contam que, há muitos anos, viveu um príncipe árabe que desde muito jovem se preocupou em descobrir o melhor método para educar os filhos.

Era solteiro ainda e, contudo, esse era seu tema preferido, durante muito tempo, falou a todos dizendo que tinha seis normas para a educação.

Passou-se o tempo, casou-se e, e já idoso, encontrou-se com um de seus velhos amigos que lhe perguntou sobre as atividades de seus últimos anos, e finalmente como havia ido com as 6 normas para a educação das crianças.

O príncipe respondeu:.

– Quando vivia sem filhos tinha seis normas para educá-los, agora tenho seis filhos e nenhuma norma.

Provavelmente muitos concordarão comigo que a tarefa não é fácil, mas há normas nas quais podemos confiar e que nos serão de grande ajuda.

Observe que o príncipe tinha normas para educar seus filhos, e quando eles surgiram, as normas não mais existiam, ou seja, deixaram de ser importantes, mas o fato principal é que o próprio príncipe esqueceu-se da própria disciplina.

E. G. White em seu livro Educação, na página 287, escreve: O objetivo da disciplina é ensinar à criança o governo de si mesma.
Devem ensinar-se-lhe a confiança e direção próprias, portanto, logo que ela seja capaz de entendimento, deve alistar-se a sua razão ao lado da obediência
.

Mas ainda entendo que se faz necessário tecer um comentário a respeito:

Uma educação muito branda pode originar uma ansiedade frente à independência, como uma educação muito rígida facilmente será o começo de um complexo de inferioridade.

Conseguir equilíbrio ao aplicar a disciplina é um ponto de vital importância.

Existem exemplos de pais que acreditaram integrar correntes novas de pensamento e omitiram a disciplina, hoje lamentam profundamente, pois é fato comprovado que o equilíbrio psíquico de qualquer criatura exige disciplina.