O Átomo é Divisível ou Não?

A ideia era simples e parecia ser consistente: se a matéria podia ser dividida em pedaços cada vez menores, devia haver um ponto que chegasse a mínima fração possível.

Foi assim que os antigos filósofos gregos conceberam o átomo, para os conhecimentos da época, era indivisível, essa doutrina teve sua origem por volta do século V antes de Cristo, e seus principais representantes foram Lucipo e Demócrito.

De Lucipo quase nada se sabe, Demócrito era seu discípulo, nasceu na Croácia em torno do ano 460 A.C. e era possuidor de uma curiosidade sem fim, realizou muitas observações na área da Zoologia, das quais só restaram fragmentos.

Além dos átomos serem considerados indivisíveis devido a sua pequena massa, só se distinguiam um dos outros por seu tamanho e por sua forma.

As diferentes formas é que davam às diversas substâncias suas propriedades, os líquidos, por exemplo, deviam sua fluidez ao fato de serem construídos por átomos esféricos, deslizavam perfeitamente uns sobre os outros.

O atomismo foi das primeiras tentativas de descobrir uma explicação racional para a multiplicação de seres da natureza.

Abandonada durante a idade Média cristã, a idéia foi preservada no mundo muçulmano.

O poeta místico persa do século XIII Djalau Ud-Din Rumi chegou a afirmar por volta dos 700 anos antes da física moderna que os átomos eram indivisíveis.

No século XVII houve uma retomada do interesse pelos átomos e o principal representante do atomismo dessa época foi Pierre Gassendi (1592-1655), professor no Collége Royal, de Paris, ele procurou sintetizar as filosofias dos antigos gregos com o cristianismo.

No século XIX, a partir das teorias sobre gases do inglês John Dalton e do italiano Amadeo Avogrado, o atomismo deixou o terreno da filosofia para entrar no terreno da ciência.