O Ladrão de Direitos

Para mim estava sendo um dia normal, era um dia igual aos outros dias, mas de repente me deparei com uma situação que a gente fica indignado quando assiste nos noticiários da televisão, escuta nas rádios ou lê o velho e tradicional jornal impresso.

A situação é até típica, o problema é que os governantes e as instituições tratam os fatos de forma totalmente contrária do que deveria ser, então vamos aos fatos e vamos ver se no final você irá concordar ou discordar sobre o tema.

Um fato real que acontece todos os dias próximo das nossas casas é ter pessoas doentes, em muitos casos são pessoas pobres e/ou idosas que não tem condições financeiras para se locomover aos locais para atendimento de saúde, seja emergência ou rotina, a situação é a mesma.

Imagina o trabalho que dá ligar para o SAMU e pedir uma ambulância para levar uma pessoa passando mal para um pronto socorro, é uma ladainha infernal, um interrogatório dos tempos da inquisição e querem saber até quantos fios de cabelo o sujeito tem na cabeça.

Note que o doente nem saiu de casa, ele mora no local, é o seu refúgio, mas às vezes precisa procurar assistência em outro local, e geralmente é negado por diversos motivos, algumas vezes é porque falta ambulância outras vezes é porque não tem veículo disponível.

Imagina pedir uma UTI móvel para um traslado intermunicipal para uma emergência, talvez em sonho o paciente consiga, mas quando em sonho ele estiver sendo colocado dentro da UTI móvel ele acorda e vê que não passou de um sonho.

Um helicóptero com equipamentos de última geração não dá nem coragem de solicitar, afinal, se não consegue uma ambulância caindo aos pedaços como irá conseguir um avião?

Note que esse doente está em casa, o risco é pequeno, ele não está se expondo a riscos eminentes de acontecer algum tipo de acidente.

O inverso acontece com vagabundos e desocupados, que para satisfazer seus próprios egos e dar prazer a si próprios se colocam em risco eminente fazendo coisas como voar em asa delta, escalar montanhas perigosas, escalar geleiras, pescar em alto mar e coisas do tipo, ou seja, escolhem fazer coisas perigosas e chamam essas coisas de esporte ou passatempo.

Quando um desgraçado desses sofre um acidente e se quebra todo ou sofre só alguns arranhões, para socorrê-lo aparecem os veículos e equipamentos mais modernos que existem e eles vem de todos os lugares, enquanto que aquele que se resguardou para não ter problemas e vem a precisar lhe é negada a assistência.

E não é só aqui em Itajaí que isso acontece, acontece no Brasil inteiro, aliás, no mundo inteiro é assim, dão preferência ao vagabundo que se coloca em risco e aquele que se resguarda não tem direito a assistência.

A culpa desses fatos continuarem acontecendo é nossa, porque quando vão socorrer esses inconsequentes deveríamos berrar, e berrar bem alto, mas o que a gente faz é ficar com pena do vagabundo desocupado e inconsequente esportista que suga o direito de uma pessoa que na maioria das vezes trabalhou até quando pode e agora depende de um direito que lhe é subtraído para dar para um inconsequente.

E não me venham com essa conversa mole de que existe igualdade porque não existe, se fosse assim, os equipamentos que surgem não se sabe de onde para socorrer esses inconsequentes também deveriam ser usados para socorrer as pessoas que tem mais miolos dentro da cabeça.