Os Padres São Os Culpados

Todo casamento tem chances de dar certo e também tem chances de não dar, mas os culpados dos casamentos não darem certo são os padres, sim, são os padres, continue a leitura e você vai acabar concordando comigo.

Uma menina que cresce escutando dos pais todos os dias alguma coisa relacionada a casamento antes de passar de criança para adolescente é bem provável que o maior sonho dela passa a ser o de fazer um casamento com roupas brancas e todos os apetrechos que fazem de uma noiva a mulher mais bonita do mundo (naquele dia).

Se o casal for jovem é provável que não tenha filhos, mas se um dos dois ou os dois forem experientes talvez tenham filhos de outro relacionamento, em todo caso, independente de bens matériais e filhos de outro relacionamento, o casamento é uma sociedade falida que acontece apenas por egoísmo, sim, é verdade, a pessoa casa para ficar dona da outra.

As pessoas de modo geral veem o casamento sob diferentes pontos de vista e o ponto de vista está relacionado à idade, quando o casal é jovem o casamento é um sonho, aos trinta anos é bem possível que seja uma tentativa de amontoar alguma coisa para ter sossego na velhice, aos cinquenta anos é bem provável que seja uma tentativa de garantir paz no futuro, aos setenta anos um casamento é por necessidade de companhia.

Numa união estável ou concubinato o casal vai morar junto e pronto, é uma união sem chamar a atenção da sociedade, o que pode ser um risco em relação aos bens que ambos possuem ou que irão possuir, no caso de acabar o relacionamento é bem provável que a justiça será solicitada para aparar as arestas.

Um casamento religioso é um ato que requer preparação e obviamente que tem que seguir um protocolo, é assim há séculos, o ritual próprio de liturgia deve ser seguido, mas nada impede que os noivos possam personalizar esse momento especial (para eles).

Independente da cerimônia, o meu propósito é mostrar que os padres quando erram quando celebram um casamento, não resolve nada os noivos proporem orações nem o testemunho dos padrinhos que fazem parte do ritual do casamento, o padre é o culpado se o casamento não der certo, afinal, é ele quem preside ao casamento religioso.

Num ritual de casamento com missa (para que toda a sociedade veja o grave erro do padre) são feitas três leituras, a primeira leitura deve ser do Antigo Testamento, as outras duas leituras devem falar do Matrimónio.

O casamento começa com os ritos iniciais, em seguida é a liturgia da palavra e o padre explica o sentido das leituras escolhidas e fala da importância do sacramento no matrimónio, essa parte é chamada de homilia.

Depois de uma breve introdução, o padre pergunta se os noivos são livres para casar e se estão dispostos a serem fiéis um ao outro e educar os filhos, e cada um dos noivos responde.

Por solicitação do padre o casal pega um na mão do outro como se nunca tivesse feito aquilo, e não por vontade própria e sim por ordem do padre os noivos expressam o seu consentimento.

O padre prossegue: uma vez que é vosso propósito contrair o Santo Matrimónio, juntem as mãos direitas e manifestem o vosso consentimento, na presença de Deus e da sua Igreja.

E o noivo por ordem do padre repete: Eu João te recebo por minha esposa, a você Maria, e prometo ser fiel, te amar e te espeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Note que o padre ordenou que o noivo prometesse fazer algo que ele nem sabe se poderá cumprir, em todo caso o padre é o chefe maior da igreja e deve ser obedecido, pelo menos dentro da igreja.

E a noiva também seguindo as ordens do padre diz: Eu Maria te recebo por meu esposo a você João, e prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Note que o padre ordenou que a noiva prometesse fazer algo que ela não sabe se poderá cumprir, mas o padre é o chefe maior da igreja e deve ser obedecido, afinal, a noiva está dentro da igreja.

A partir dessa etapa é o momento da aceitação do consentimento, o famoso ou fatídico sim, da bênção e da entrega das alianças, e o agora esposo coloca no dedo anelar da esposa a aliança, e diz:.

Maria, recebe esta aliança, como sinal do meu amor e da minha fidelidade, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Do mesmo modo, a esposa coloca no dedo anelar do esposo a aliança a ele destinada, e diz: João, recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Depois disso a missa prossegue com a oração universal dos fiéis, a liturgia eucarística e a oração conclusiva, a bênção final e cada um vai para sua casa.

A culpa do padre se o casamento vier a não dar certo é porque ele só ordena, ou impõe, receber alguém como esposa(o) e prometer ser fiel e respeitar na saúde e na doença é aceitável, mas amar alguém por todos os dias da vida é algo que não pode ser prometido.

E se ele(a) for um(a) ordinário(a), infiel, fingido(a), dissimulado(a) a outra parte tem que aturar por toda a vida?.

A sociedade julga e julga muito, mas a sociedade não sabe o que se passa realmente durante a convivência de um casal.

O certo seria Eu te recebo por meu(inha) esposo(a), e prometo ser fiel, te amar e te espeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença enquanto o amor durar ou enquanto a convivência mútua for possível, a sociedade aqui reunida é testemunha, farei o que for possível para nossa união durar por todos os dias de minha vida.