Origem dos Ovos de Páscoa

O chocolate se tornou um símbolo da Páscoa e faz a alegria da criançada e dos comerciantes do ramo, a Páscoa representa renovação.

A Páscoa é comemorada atualmente de uma forma totalmente ao contrário do seu verdadeiro sentido, e para os tempos atuais Páscoa se não der chocolate não há Páscoa, o que é um erro total.

A começar pelos absurdos dos preços, tomei como referência 1 ovo de chocolate de 180 gramas, o preço médio dele é de R$ 27.00, na imagem abaixo mostro que comprei com  R$ 25.50.

São 4 chocolates em barra de 170 gramas cada um, o que dá 680 gramas de chocolate e custou menos de R$ 16.00 os quatro, nesse caso estão em barras, de quebra ainda comprei um creme de leite e um nescau, que vou fazer uma sacanagem sugerindo que seja feito chocolate em casa, porque em casos extremos também dá para fazer chocolate.

O preço de um ovo de 180 gramas equivale a 6,75 barras de chocolate em barra, não é um absurdo? É claro que a ilusão do ovo de chocolate faz a diferença, pois tem que ser ovo senão……

Não faz sentido uma diferença tão absurda no preço do chocolate em barra, e se for comparado como chocolate no formato de ovo ele sobe de preço em aproximadamente seis vezes, sem contar a qualidade final, pois o chocolate em barra é bem mais viscoso do que o chocolate no formato de ovo.

Mesmo assim, vai ser difícil deixar de lado o ovo de chocolate, talvez quem sabe depois de saber a verdadeira origem e o significado do ovo de chocolate na Páscoa.

O ovo simboliza o nascimento ou renovação, para alguns povos a vida que retorna.

O costume de dar presentes na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antiguidade.

Há muitos séculos os orientais se preocupavam em embrulhar os ovos naturais com cascas de cebola e em seguida cozinhavam junto beterraba.

Ao retirá-los do fogo as cascas dos ovos ficavam com desenhos manchados e os ovos eram dados de presente na festa da primavera.

O costume chegou ao Egito, e assim os chineses e os egípcios distribuíam entre parentes e amigos próximos os ovos no início de cada nova estação.

Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição e no século XVIII a Igreja adotou-o, oficialmente, como símbolo da Páscoa e desde então, trocam-se ovos enfeitados no domingo de Páscoa.

O ovo de chocolate surgiu na Páscoa a partir do século XVIII, em substituição aos ovos duros e pintados que eram dados de presente na época, foi uma descoberta fabulosa dos confeiteiros franceses que inventaram esse modo atraente de apresentar o chocolate.

E assim o ovo de chocolate se tornou um presente quase que “obrigatório” na época da Páscoa, e foi esquecido o verdadeiro significado da festa cristã que era a Páscoa.

A Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que depois de morrer na cruz foi colocado em um sepulcro e ali permaneceu até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados.

A Páscoa é o dia santo mais importante da religião cristã, mesmo tendo surgido na origem de costumes ligados aos festivais pagãos da primavera.

A Páscoa judaica é uma das mais importantes festas do calendário judaico, e celebra-se por 8 dias em comemoração ao êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, foi a fuga da escravidão para a liberdade, um ritual de passagem, assim como a passagem de Cristo da morte para a vida.

A palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach, os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

A festa tradicional é associada à imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar.

A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução.

Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!