Que Tal Mais Uma Lombada?

O Brasil não tem estrutura para administrar o trânsito que tem, na verdade, só existe a preocupação em arrecadar taxas e não existe retorno nem mesmo em campanhas educativas, a facilidade em adquirir um veículo mesmo que seja até o banco tomar de volta tornou o trânsito um caos e em Itajaí não é diferente.

O órgão de trânsito de Itajaí não tem estrutura suficiente e nem equipamentos para fiscalizar os condutores infratores, por isso a medida a ser tomada para reduzir a velocidade em certos pontos da cidade é instalar lombada física, a desculpa é a velha e manjada defesa da vida.

Basta um desgraçado qualquer estar com vontade de ir ao banheiro e ficar se segurando, e do nada escorregar e se “melar” todo e dizer que “um carro veio um carro à toda velocidade” e quase me atropelou, por isso caí e estou neste estado, “exijo uma lombada física” neste local, é uma questão de dias para “nascer uma lombada física naquele local”.

De fato as lombadas físicas funcionam, elas causam estragos nos feixes de molas dos veículos, avariam amortecedores, deterioram rolamentos, fazem com que os discos de embreagem se desgastem mais depressa, fazem aumentar o consumo de combustível por diminuir e depois aumentar a velocidade, e claro que a desculpa principal é a proteção da vida.

Na maioria das vezes a lombada física não faz sentido onde é colocada, sempre acusam o motorista de ser o “desrespeitador da lei”, mas ele não é o único a utilizar a via pública, por isso a realidade é outra, basta que existam critérios claros antes de instalar essas “barreiras nas vias públicas”.

Claro que sou a favor do controle de velocidade, mas que seja feito punindo apenas os que desrespeitam a lei e os limites de velocidade, e isso pode ser feito de forma eletrônica, afinal, estamos em 2012, mas da forma que está sendo feito em Itajaí a punição é maior para os inocentes do que para os infratores, e a desculpa é que o motorista é o único mal educado, mas nem sempre é a verdade.

Antes de instalar lombadas físicas nas ruas deveria ser levada em consideração a manutenção e a sinalização que quase sempre é precária, e mesmo dirigindo em baixa velocidade as lombadas físicas causam estragos no sistema de suspensão do carro, e em alguns casos no assoalho e no cárter, sem contar que podem causar acidentes no caso de má sinalização ou distração do condutor.

Todos esses estragos refletem nos custos das mercadorias transportadas, afinal, quem investe tem que tirar pelo menos uma parte dos prejuízos de algum lugar, e quem acaba pagando essa parte dos prejuízos é o consumidor final.

Se já não bastasse a alga carga tributária a que somos submetidos, somos penalizados pelos órgãos de trânsito impondo barreiras físicas com nome de quebra-molas, lombada-física, ou seja lá o que for, não importa o nome, importa que causa prejuízos para toda a sociedade, claro que a vida é mais importante, mas lombadas não salvam vidas, as vidas são salvas com a educação dos utilizadores das vias públicas.