Quem Causa Acidentes

Com aumento da frota de veículos no Brasil os acidentes se tornam cada dia mais frequentes e também mais violentos, não é só na questão dos bens materiais, se demolissem os veículos e as vidas envolvidas fossem salvas a coisa não seria tão séria.

O que o governo gasta com acidentados é um absurdo, é estimada uma quantia em torno de 10 bilhões de reais anualmente, e de quebra tem toda uma indústria de seguros automotivos atrelada aos acidentes e nas concessionárias antes mesmo do veículo sair já há um comércio especializado para vender um seguro como se ele fosse proteger alguém de algum acidente.

Na prática, ter o carro segurado pode até ser prejudicial, claro que isso vai variar de pessoa para pessoa, umas podem usar como meio de intimidar e fazer com que o respeito seja maior, outras poderiam usar de maneira contrária, que é a de ver se está caindo que seja derrubada de uma vez.

Escutei por muitas vezes a frase “se não tiver como evitar que pise fundo, o seguro resolve”, e confesso que já me passou pela cabeça que era melhor causar um estrago grande ao invés de evitar maiores danos, o problema é que causar maiores estragos implica em arriscar vidas, a minha e a dos outros.

Apenas 10% dos acidentes são causados por falhas mecânicas ou “fatalidades”, os outros 90% são causadas por falha humana, ou seja, imprudência ao dirigir, claro que podem existir problemas na via, mas o acidente de trânsito sempre pode ser evitado se os dois motoristas estiverem com vontade de evitar.

Uma árvore, uma pedra ou até mesmo um barranco cair sobre um veículo pode ser considerada uma fatalidade, mas se formos levar em consideração os pré-requisitos para a criação de uma via terrestre, o projeto tem que tirar todo e qualquer tipo de material que possa colocar em risco a circulação do trânsito sobre ela, se isso não for feito, não foi fatalidade, e sim imprudência ao construir a via terrestre.

Fatores físicos como cansaço, visão ou audição comprometidas diminuem a atenção e aumentam os riscos de acidentes.

Comer demais ou deixar de se alimentar são atitudes que geram reflexos físicos não aconselháveis a um condutor.

Fatores emocionais e psicológicos como nervosismo, tensão, inexperiência, excitação ou tristeza, também fazem o motorista perder o foco.

Dirigir com sono, embriagado ou sobre efeito de substâncias tóxicas também não é aconselhável.

O grande problema é a pressa, ou seja, a velocidade, mesmo porque, se um dos veículos estiver em baixa velocidade e o outro estiver em alta velocidade ainda há uma boa chance do “incidente” ser evitado.

Deixa-me justificar a palavra “incidente”, na língua portuguesa, acidente é algo previsto para acontecer e é inevitável, incidente é algo que pode acontecer, mas perfeitamente evitável.