Tá Queimando Dinheiro

Está bem, está bem, estamos chegarado na virada para 2013, e foram poucos os que não viram a festa de fogos de artíficio na hora da virada, claro, natal e fim de ano é assim mesmo, é só festa, o planejamento fica para depois.

Está certo que uma comemoração acompanhada de uma oração de agradecimento e uma boa janta com a família e os amigos reunidos são uma boa pedida, mas sob meu ponto de vista estourar foguetes é ainda pior que fumar, senão vejamos:

Quando o fumante acende um cigarro, ele começa a jogar dinheiro fora e a prejudicar a sua saúde e a prejudicar a saúde daqueles que o rodeiam, mas para não criar conflitos poucos tem a coragem de falar sobre o assunto, a verdade é que quem fuma já desenvolveu uma espécie de proteção no organismo, mas quem não fuma e aspira a fumaça não tem essa proteção, esse é o motivo do fumo ser mais prejudicial para quem não fuma do que para o próprio fumante.

A indústria do cigarro e a de fogos de artifício tem um lobby forte junto às instituições governamentais do planeta inteiro, por isso são raros os paises onde cigarros e fogos de artifício sofrem restrições.
O cigarro mata aos poucos, mas um foguete, um rojão ou algo parecido pode matar na hora, e pior do que matar é deixar seqüelas para o resto da vida, e quem paga a conta somos nós mesmos, afinal, alguém que perde a mão num acidente com fogos de artifício pode até ser aposentado, e não é brincadeira, mas não foi inventada ainda uma ocupação para quem tem um toco de braço.

Os fatos são comprovados, existe o risco pessoal, o risco para aqueles que estão por perto assistindo e o risco para quem não tem nada a ver com fogos de artifício e até não gosta.

A realidade é que soltar fogos de artifício é uma prática perigosa, mas legal sob o ponto de vista jurídico, e não adianta chamar a polícia e nem denunciar quem vende, e muito menos chamar a polícia porque um bando de desocupados resolveu estourar rojões na frente da sua porta ou dentro da caixa do relógio da luz, não existe autoridade alguma que se manifeste ou que tome alguma atitude sobre o assunto, mesmo sabendo que as emergências dos hospitais recebem centenas de mutilados em todas as épocas festivas.

Mas fogos de artifício podem ser piores do que o cigarro, pelo fato de ser festa (ou época de política) ninguém está nem aí com aquele velhinho doente no fundo de uma cama, mas o ruído causado pelas explosões assusta e causa mal estar para o infeliz enfermo e ninguém pode fazer nada.

Outra situação é a de uma mãe recente, os foguetes geram barulhos ensurdecedores, uma mãe suporta bem esse tipo de barulho, mas um recém nascido com certeza não, afinal, é preciso repouso e adequação ao novo ambiente em que ele vai viver, e se for assustado logo nos seus primeiros dias de vida, até seu coraçãozinho pode ficar doente para o resto da vida, a conta é paga por alquém, ou seja, nós mesmos.

Existe ainda a situação de alguém que possa estar doente, só quem já teve dores fortes sabe que todo tipo de ruído externo incomoda e causa mal estar, talvez até pela incapacidade de pedir que parem com o barulho, claro que é em vão pedir que parem de soltar fogos de artifício, afinal, a alegria de muitos pode ser com as dores e sofrimento de alguns poucos.

Entendo que da mesma forma que o cigarro é permitido em áreas para fumantes, para soltar fogos de artifício também devem ter áreas delimitadas, e quem sabe os governantes possam colocar até ambulâncias para o caso de acidentes.

Mas o melhor mesmo seria acabar com essa prática, que além de ser um desperdício, causa mal estar e transtornos para terceiros, e que fere o direito do ser humano, o código civil diz que ninguém está obrigado a fazer aquilo que não quer fazer, uma observação adicional é que muitos desses que se dizem defensores da natureza são os maiores causadores de perturbação no meio ambiente.

E finalmente, os recém-nascidos, os idosos, os doentes de um modo geral e até os animais agradecem se não houver barulho de fogos de artifício, isso mesmo, até os animais, e não duvide disso, observe para onde vai seu cachorro quando existem barulhos de fogos.