Ser Homofóbico ou Não

O motivo que me levou a publicar minha opinião sobre a homofobia é que a gente não pode dar mais dois passos sem ser ameaçado por racismo ou homofobia, pois tudo que se diz ou que se faz pode ser interpretado como racismo ou homofobia.

Se tem preguiça de ler, ouça o áudio, clicando no botão play logo acima.

De acordo com certos interesses, só de expressar uma opinião pessoal, ela pode ser considerada crime, e o suposto homofóbico ser punido com cadeia ou com pagamento de danos morais.

Emitir uma opinião ficou arriscado, mas não porque a população ficou puritana, é porque dá exposição na mídia defender aquilo que chamam de minoria.

Não querer participar de uma parada gay não torna ninguém homofóbico, discordar de uma parada gay não torna ninguém criminoso, todos tem direito a livre manifestação de pensamento e de emitir sua opinião.

Para mim, o que importa não é a preferência sexual, importa é o respeito que deve prevalecer, e a preferência sexual não deve ser motivo para criar atritos e principalmente, desrespeitar a lei e os direitos dos outros, é preciso que as partes entendam que o direito de alguns termina quando começa o direito de outros.

Para ter opinião formada sobre um assunto é preciso conhecer o assunto, e por mais complexo que ele seja, a opinião quando se depara com o assunto pode ser diferente da opinião depois de conhecer melhor o assunto.

Homofobia é um tipo de preconceito que algumas pessoas ou grupos nutrem contra os homossexuais, lésbicas, bissexuais e trans sexuais.

Homofobia significa aversão irreprimível, repugnância, medo, ódio.

A Constituição Brasileira ainda não cita a homofobia como crime, mas o artigo terceiro, no item quinto, diz que os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Sendo assim, a homofobia é considerada uma forma de discriminação, podendo ser classificada com um crime de ódio, podendo e devendo ser punida.

A polêmica sobre o assunto deve-se à discordância sobre as atitudes dos defensores da liberdade, não só de expressão, mas de opinião, a verdade é que há exageros nos dois extremos.

É definida como homofóbica aquela pessoa que não concórda com relacionamentos afetivos entre pessoas do mesmo sexo, penso que há um grande erro nesse tipo de definição, não concordar não é o mesmo que xingar ou denegrir a imagem de alguém porque fez uma escolha.

E quando faltam argumentos, acusam aqueles que discordam da relação homo afetiva de não terem definido sua identidade sexual, e que a posição contrária é por inveja por não ter coragem de expor suas preferências sexuais.

Na minha opinião, discordar da relação homo afetiva não é ser homofóbico, posso discordar, afinal, aprendi desde criança que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, mas devo respeitar a escolha dos outros.

A homofobia tem causas culturais e religiosas, e assim como há quem discorde, também existem aqueles que defendem e apoiam os direitos dos homossexuais, lésbicas e simpatizantes.

A homofobia é considerada uma forma de intolerância, sendo comparada ao racismo, o antissemitismo e outras formas que negam a humanidade e dignidade a estas pessoas.

Alguns países aplicam a pena de morte como condenação para quem é homossexual, também existem movimentos contra homossexuais que são realizados pelo mundo inteiro.

A partir de 1991 a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra os homossexuais uma violação aos direitos humanos.

No Brasil, a união estável entre duas pessoas do mesmo sexo foi reconhecida legalmente pelo Supremo Tribunal Federal desde maio de 2011.

Essa decisão pode ter aumentado as demonstrações de homofobia, o fato é que atualmente, os casais homossexuais possuem os mesmos direitos e os mesmos deveres que um casal heterossexual.

E no final das contas, com direitos iguais, os deveres também são iguais, então, para o bem de todos, que sejam respeitadas as escolhas e as opiniões.