Sobre o Eletromagnetismo

Lendo livros antigos é possível observar que as pessoas já sabiam da existência do magnetismo alguns séculos antes do século XVII, mas só tomaram conhecimento da correlação entre o magnetismo e a eletricidade no inicio do século XIX.

O eletromagnetismo existe, mesmo os mais céticos não tem como duvidar diante das provas científicas apresentadas pelo planteta, mesmo assim,  não resta nenhuma dúvida da existência do eletromagnetismo.

Em 1820, Hans Christian Oersted, um físico e filósofo natural da Dinamarca, que trabalhava como professor na Universidade de Copenhague, e durante uma palestra ligou um fio a uma bateria, e por coincidência estava perto de uma bússola e ele observou que a agulha se movimentou dando quase uma volta, segundo relata a história, foi assim a descoberta da relação entre o magnetismo e a eletricidade.

E assim Hans Christian Oersted continuou a explorar esta relação influenciando os trabalhos dos contemporâneos Micheal Faraday e Joseph Henry.

Michael Faraday, era um orador científico Inglês e também era estudante, estava muito envolvido em estudos de ímãns e de seus efeitos magnéticos.

Em 1831, Michael Faraday apresentou a sua teoria que dizia que para induzir uma corrente num circuito próximo é necessário alterar o campo magnético.

Esta teoria é atualmente a definição de indução, e para testar a sua teoria, enrolou um cilindro de papel com um fio metálico criando uma bobina.

Ligou esta bobina a um aparelho chamado de galvanômetro, e depois movia o ímã para frente e para trás dentro do cilindro.

Quando o ímã deslocava, a agulha do galvanômetro mexia-se, dando a indicação que houve indução de corrente na bobina.

Isto provou que existia um campo magnético em movimento para ocorrer indução, e durante esta experiência o Faraday não só descobriu a indução magnética mas também criou o primeiro gerador elétrico.

As descobertas de Faraday ainda hoje servem como base da tecnologia moderna de eletromagnetismo.

Ao mesmo tempo em que Faraday trabalhava com eletromagnetismo, um professor universitário chamado Joseph Henry foi a primeira pessoa a transmitir um sinal elétrico.

Como se ele fosse um relojoeiro, ele construiu baterias e fazia experiências com ímãs.

Henry foi o primeiro a enrolar fio encapado em volta de aço para fazer eletroímãs.

Henry trabalhou na teoria conhecida por auto-indução, as características inerciais da corrente elétrica.

Se uma corrente está passando, a corrente continua a ser passada pela propriedade da auto-indução.

Henry descobriu que a propriedade é influenciada pela configuração do circuito, especialmente pelas bobinas.

Boa parte das experiências de Henry envolvia sinalização simples, pelas experiências relatadas, Henry também chegou a muitas conclusões iguais a Faraday.

Mas Faraday ganhou a corrida para publicar as suas descobertas, mesmo assim Henry ainda é lembrado por ter descoberto uma maneira para comunicar com ondas eletromagnéticas.

O Henry nunca desenvolveu o seu trabalho sobre sinais elétricos sozinho, mas ele ajudou uma pessoa chamada Samuel Morse.

Em 1832, Morse leu sobre as experiências de Faraday sobre a indução, que inspirou o Morse para desenvolver as suas idéias em uma tecnologia que estava emergindo, e realmente emergiu e foi chamada de telegrafo.

Henry ajudou Morse construir um repetidor que permitia ao telegrafo alcançar grandes distâncias, eventualmente fazendo com que o código de Morse, fosse a linguagem utilizada mundialmente para comunicar.

Morse introduziu a tecnologia do repetidor em 1838 com a patente para o código de Morse telegrafado, e como tantas outras grandes invenções, o telegrafo revolucionou o mundo das comunicações, quase substituindo todo o tipo de comunicações daquela época, incluindo o serviço Pony Express.

O Pony Express era um serviço onde a pessoa dava a mensagem a um mensageiro que através de cavalo levava a mensagem ao destino.