Sobre o Projeto Tamar

Mais de 127 mil pessoas já visitaram o Tamar desde em 2005, ano em que o projeto abriu as suas portas em Florianópolis.

A base é uma das 22 espalhadas pela costa brasileira, algumas são apenas de preservação, outras unem a proposta ao turismo como ocorre em Santa Catarina.

Com uma sala de vídeos e exposição de painéis, o parque conta com uma loja de objetos que levam a marca do programa, salas de desenho e tanques com tartarugas.

O Tamar é um programa sem fins lucrativos, uma parceria entre a Petrobrás e o Ministério do Meio Ambiente, o projeto também busca recursos próprios através da arrecadação da bilheteria, venda de produtos e parcerias com outras empresas.

Gustavo Stahelin é o coordenador técnico do programa e diz que a renda levantada na unidade é suficiente pra custear a manutenção da base.

A equipe de trabalho é formada por 20 profissionais, entre biólogos, veterinários, técnicos em meio ambiente, atendentes e guias que fazem o tour pelo parque.

É preciso gostar, porque é trabalhoso e exige paciência, diz a bióloga do Tamar, Silvia Benedett.

O programa deu seus primeiros passos na década de 80, 10 anos depois de a tartaruga entrar para a lista das espécies ameaçadas de extinção.

Além de ser um roteiro turístico, o local foi escolhido para ser a base do programa, porque tem a maior comunidade pesqueira da região.

E são justamente os pescadores que precisam ser conscientizados, mesmo sem querer, eles acabam capturando o animal em suas redes e, muitas vezes, as tartarugas não resistem ao embate com a rede ou o anzol.

Segundo a bióloga Silvia, a orientação é que os pescadores chamem os socorristas do programa, quando não conseguem devolvê-las para o mar porque elas desmaiam nos barcos. O pessoal do projeto faz o atendimento ao animal e também ensina aos pescadores a técnica de reanimação.

Mas nem sempre a reanimação é suficiente, algumas tartarugas precisam de tratamento, pois comem o lixo junto com a comida, e isso deixa o metabolismo lento e elas têm dificuldades de mergulhar.

Nesses casos, as tartarugas são levadas para o hospital do projeto, onde recebem medicação e ficam em tratamento até a recuperação.

No local, são feitos curativos e até pequenas cirurgias, e atualmente, o centro de tratamento tem três tartarugas da espécie verde, nos próximos dias uma delas recebe alta e as outras permanecem em recuperação.