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Os últimos 40 anos foram marcados por uma rápida e intensa reordenação política e econômica em todo o mundo, na política, o principal fator de mudança foi o fim da polarização entre Estados os Unidos e a União Soviética.

A perestroika de Gorbatchov e a queda do muro de Berlim foram fatos que colaboraram para o desmonte da União Soviética, em paralelo, surgiram conflitos localizados que antes eram abafados pela polarização, e muitos dos conflitos eram de caráter étnico ou religioso, o racismo e o extremismo de direita também ganharam novo fôlego, também foi motivo de atenção por parte do Ocidente o crescimento do fundamentalismo islâmico.

Na economia, novos blocos se formaram, os Tigres Asiáticos aceleraramm seu desenvolvimento, e os Estados Unidos enfrentaram dura concorrência do Japão em seu próprio território, e a velha idéia da unificação da Europa foi mais uma vez retomada.

A desagregação da União Soviética e o fracasso das experiências socialistas no Leste Europeu, assim como as reformas de mercado na China, disseminaram a idéia de que a doutrina socialista estava morta.

A solução para alcançar a justiça econômica e social passou a ser a social-democracia, que desde a década de 50 administra o sistema capitalista em bem-sucedidas sociedades européias, ou o próprio liberalismo ou neoliberalismo, que pretende deixar o capitalismo funcionar sem qualquer controle.

Mas a social-democracia e o neoliberalismo também entraram em crise no início da década de 90, por sua incapacidade em solucionar os problemas sociais criados pelos novos parâmetros da revolução tecnológica.

Em meados dos anos 90´s persistiam os conflitos regionalizados na ex-URSS, ex-Iugoslávia, África, Índia e Sri Lanka.

Na ex-URSS os conflitos mais graves eram a guerra entre a Armênia e o Azerbaijão, mas não podem ser esquecidos fatos como a luta na Moldávia entre as populações de etnia romena e russa, a luta dos rebeldes da Abcásia para separar a região da Geórgia e a guerra civil no Tadjiquistão, que, de um lado, uma aliança entre militantes islâmicos e os partidários de uma democracia em moldes ocidentais, e, do outro, os antigos dirigentes comunistas apoiados pelo exército russo.

Na ex-Iugoslávia, sérvios, croatas e muçulmanos travavam uma guerra para definir da maneira mais favorável o mapa da inevitável partilha da Bósnia entre os três grupos étnicos.

Na Croácia, persistia a tensão entre o governo nacional e as milícias formadas pela minoria sérvia, que controlavam um terço do território do país.

Na África continuava a guerra fratricida de Angola e os conflitos em Ruanda, na Somália e no Chade, entre os conflitos étnicos da Índia, o destaque era a campanha movida por grupos extremistas hindus contra a numerosa minoria muçulmana, no Sri Lanka, a rebelião tâmil contra a maioria cingalesa continuava se manifestando em favor de atentados terroristas.

Por volta dos anos 90, a Comunidade de Estados Independentes, formada pelas repúblicas da antiga União Soviética, dava cada vez mais ênfase à independência dos Estados membros e desprezava o aspecto de comunidade.

Apesar de manterem laços econômicos muito estreitos, como herança da antiga União, e de formalmente constituírem forças armadas unificadas, cada república procurava estruturar suas próprias forças armadas e libertar-se das antigas dependências econômicas, criando relações separadas tanto com a Europa e os Estados Unidos quanto com a Ásia.

Até os dias atuais as tensões étnicas permanecem, assim como os problemas políticos, e a Rússia, depois do confronto entre o Parlamento e o presidente Yeltsin, manteve seu plano de reconversão econômica, com altas taxas de desemprego mas inflação em baixa, e ainda procura reconquistar a hegemonia sobre as demais repúblicas.