Um Canal Extravasor

Mais uma enchente passou e a vida vai voltando ao normal, tão normal que a enchente é coisa do passado e até já foi esquecida pelos políticos, mas sejamos francos, não há interesse em solução porque as enchentes se tornaram fonte de renda que serve para desvios para grupinhos de apadrinhados.

Falam em tantas soluções e tornam as coisas difíceis, sejamos sinceros, não adianta trazer gente de fora para analisar e projetar o que deve ser feito, a gente que mora aqui vê todos os dias o que acontece na realidade.

Enquanto a enchente era realidade, também participei passando informações através do tweeter, informações que sob meu ponto de vista eram relevantes, penso que ajudei como podia.

Logo que a enchente passou, levantei a hipótese de obter 15000 assinaturas em forma de abaixo assinado e colocar na mesa do prefeito exigindo a dragagem do rio Itajaí Mirim, o apoio foi total, mas legalmente não tem como exigir nada, um abaixo assinado só representa o interesse e seria perda de tempo. 

Mas por que chamar gente de fora para encontrar soluções que já estão prontas? Muito se fala em despesas para solucionar os problemas relacionados com enchentes, o fato é que as enchentes existiram e existirão muitas outras, o jeito é se prevenir e papo final.

E a solução para amenizar os efeitos destruidores das águas que descem pelo rio Itajaí Mirim já existe, são necessários apenas alguns ajustes, nada milagroso, apenas o que é evidente e nenhum técnico de nada precisa ser chamado.

A solução pode ser considerada simples e até barata, basta que a rua Brusque seja transformada em um canal extravasor só quando as águas do rio Itajaí Mirim estiverem acima de um nível pré-estabelecido, quando as águas estiverem com seu nível normal o com o rio devidamente dragado e limpo as águas fluirão normalmente pelo curso natural do rio.

Obviamente que a rua Hercílio Luz também será afetada, mas para tudo existe um preço, e nada impede que seja aberto o canal em concreto e depois seja coberto com placas, se transformando-a em uma grande galeria e ninguém irá ter prejuízos no centro da cidade.

Aqueles que compartilham dessa ideia é porque tem consciência que é muito mais barato construir algo que pelo menos diminua os prejuízos e os riscos à vida, do que ficar jogando conversa fora e procurando por técnicos de fora que nem conhecem a cidade, afinal, a solução está aqui e não está tão difícil como parece, tudo é uma questão de bom senso e empenho político.